Portal da Industria | Estudo global mostra que a indústria de energia está acelerando investimentos em operações autônomas até 2030, conforme a IA remodela o desempenho – Indústria S/A.

Os líderes apontam fortes pressões comerciais. Eles alertam que adiar a adoção pode resultar em custos operacionais mais altos (59%), agravamento da escassez de talentos (52%) e perda de competitividade (48%). Ainda assim, a implementação não ocorre sem obstáculos. As principais barreiras incluem altos custos iniciais (34%), sistemas legados (30%), resistência organizacional (27%), preocupações com cibersegurança (26%) e incerteza regulatória (25%).
O Relatório Global de Maturidade em Autonomia da Schneider Electric mostra o setor em um ponto crítico de transformação, conforme convergem a eletrificação, a automação e a digitalização. Fomentada principalmente pelo crescimento de nuvens de hiperescala e data centers, a crescente busca por inteligência artificial (IA) está impondo uma pressão sem precedentes sobre os sistemas energéticos globais. A demanda por eletricidade deve chegar a quase 1.000 TWh até 2030, intensificando a necessidade de atividades flexíveis, eficientes e resilientes.
Dentro desse emergente nexo entre energia e IA, 49% dos executivos identificam a IA como o principal fator de aceleração da autonomia, seguida por avanços em cibersegurança, computação em nuvem e edge, gêmeos digitais, controle avançado de processos e automação aberta definida por software.
“Globalmente, as organizações já relatam operar com 70% de autogestão, com planos de alcançar 80% até 2030”, afirma Gwenaelle Avice Huet, Executive Vice President na Schneider Electric. “A autossuficiência está rapidamente se tornando o novo modelo operacional da indústria. À medida que a IA avança e os sistemas energéticos enfrentam pressões crescentes, as operações autônomas estão se provando essenciais para resiliência e competitividade. E essa mudança não se trata de substituir pessoas, mas de capacitá-las a se concentrarem em trabalhos de maior valor, fortalecer a segurança e elevar competências. Aqueles que escalarem agora irão moldar a próxima era do desempenho industrial.”
Analistas da área concordam que a mudança está mais madura do que o esperado. “O relatório indica que a aplicação da autonomia no setor está mais avançada do que se previa, com a automação aberta definida por software liderando essencialmente a próxima fase da inovação em energia”, acrescenta Gaurav Sharma, analista independente do mercado de energia e colaborador da pesquisa “Em um mercado no qual confiabilidade, segurança e redução de carbono são agora inegociáveis, essas tecnologias estão emergindo como a forma mais eficaz de as empresas entregarem ‘mais com menos’ e elevarem a resiliência e a competitividade”.
O impulso é claro, mas o progresso é desigual, com os dados destacando diferenças regionais nos níveis de prontidão. Enquanto os países do GCC e a Ásia lideram atualmente em maturidade, a América do Norte está posicionada para a aceleração mais rápida na implementação nos próximos cinco anos, alavancada por sua escala na produção e consumo de energia e pela rápida expansão de sua infraestrutura de data centers. A Europa mantém um progresso constante, porém enfrenta a trajetória de adoção mais lenta.
“As atividades autônomas estão redefinindo como as empresas de energia e químicos operam suas instalações como um todo, e a Schneider Electric e a AVEVA estão na vanguarda dessa transformação apoiando clientes como Shell, European Energy, ADNOC e Baosteel em aplicações reais”, diz Devan Pillay, President of Heavy Industries Segment na Schneider Electric. “Ao integrar o controle de processos e a gestão de energia da Schneider Electric com as tecnologias digitais e inteligência industrial da AVEVA, entregamos arquiteturas integradas definidas por software que oferecem visibilidade em tempo real e permitem que gêmeos digitais potencializados por IA sejam capazes de prever, adaptar e se auto-otimizar com mínima intervenção.”
Implementações recentes ilustram essa mudança. Na Refinaria Scotford da Shell, no Canadá, a Schneider Electric está ajudando a modernizar as operações por meio de automação aberta definida por software, viabilizando ações mais flexíveis e autônomas. Na instalação Power-to-X de Kassø, da European Energy – a primeira planta de e-metanol comercialmente viável do mundo – Schneider Electric e AVEVA estão, em conjunto, viabilizando negócios de combustível limpo autonomizáveis com suporte de IA e monitoramento remoto resiliente.
O estudo foi encomendado em parceria com Censuswide e Development Economics e suporte de insights do analista independente do mercado de energia Gaurav Sharma. O levantamento reúne as percepções de 400 executivos seniores do setor de energia em 12 países distribuídos em quatro regiões-chave – América do Norte, Europa, Ásia e GCC – apoiadas por pesquisa secundária e conversas com stakeholders e especialistas da indústria global de energia e químicos.



