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Santander Brasil é uma das dez empresas que mudam o mundo, segundo a revista americana Fortune

§  Atuação em microcrédito levou o banco a ser o primeiro banco do País a figurar nas primeiras posições do ranking Change the World


A operação brasileira do Santander recebeu um dos maiores reconhecimentos corporativos globais. O banco foi selecionado para o top 10 do ranking Change The World 2019 da revista americana Fortune, que aponta as empresas que colaboram para tornar o mundo um lugar melhor por meio de seus próprios negócios. O Prospera Santander Microfinanças, maior operação privada de microcrédito orientado do Brasil, foi a iniciativa destacada na disputa deste ano.

 A atuação das empresas é avaliada pela Shared Value Initiative, um programa conduzido pela consultoria FSG, fundada pelos professores Michael E. Porter e Mark Kramer, da Harvard Business School. Ao lado do Santander Brasil, figuram nas dez primeiras posições do ranking Qualcomm, Mastercard, BYD, TE Connectivity, Walmart, Centene, Bank of America, Schneider Electric e Terra Cycle. A lista completa é formada por 52 empresas selecionadas. No ano passado, o Grupo Santander integrou a lista das dez mais bem colocadas.

 O Santander Brasil também foi citado entre as dez empresas mais sustentáveis, a Sustainability All Stars. Para integrar este levantamento, o banco foi reconhecido pela participação em iniciativas que reduzem o impacto ambiental da agricultura e da pecuária, além de financiar usinas eólicas e fotovoltaicas, e outros projetos de energia renovável.

 “O reconhecimento externo é sempre um forte indicativo de que estamos no caminho certo, e temos plena consciência de que é possível fazer muito mais. Esse é o nosso desafio e o nosso sonho”, afirma Sérgio Rial, presidente do Santander Brasil. O Prospera levou perto de US$ 2 bilhões em pequenos empréstimos a mais de 700 mil microempreendedores, fazendo diferença na vida dessas pessoas e das comunidades em que elas estão inseridas.

 “Hoje, cerca de 50 milhões de brasileiros vivem abaixo da linha de pobreza, quase metade na região Nordeste. Muitos deles são empreendedores em potencial, mas têm dificuldades para superar barreiras e realizar seus sonhos”, destaca Rial. “Queremos que nossas operações de microcrédito cheguem a todos os brasileiros que têm fome de realização.”

 A revista Fortune menciona um estudo da consultoria Rever, que indica que cada R$ 1 em crédito concedido pelo Prospera gera R$ 4,50 em negócios na comunidade. Iniciado em 2002, o programa ganhou impulso no ano passado ao incorporar tecnologia para reduzir o prazo de aprovação do crédito de até 10 dias para apenas 10 segundos. Com isso, o número de empreendedores atendidos – um quarto dos quais vivem abaixo da linha de pobreza – cresceu mais de 50% em 2018, e a meta é expandir a operação em até 90% até o fim deste ano.

 Para alcançar esse resultado, o banco não teve medo de entrar em territórios desbancarizados, fornecendo capital e serviços financeiros, inclusive, para empreendedores não formalizados. Uma das chaves do sucesso do programa foi a contratação de membros das comunidades como agentes, com autonomia no processo de aprovação do crédito. A proximidade com os clientes é um dos fatores que garantem uma adimplência de quase 96% e o alto índice de satisfação dos atendidos.

 O programa faz negócios com a base da pirâmide, em especial as mulheres – que constituem 70% dos clientes, com negócios dos mais variados, sendo estes, salão de beleza, oficinas de costura, lojas de roupas, confeitarias entre outros. “Os créditos podem variar de R$ 500 a R$ 60 mil e são concedidos por meio de grupos solidários, nos quais os empreendedores se avaliam entre si, por meio da confiança e conhecimento mútuo, o que chamamos de aval solidário”, explica Tiago Abate, superintendente do Prospera Santander Microfinanças. Outro efeito do programa é o fomento à geração de emprego: cada empreendedor gera ou mantém três funcionários em suas atividades, em média.

 Em 2018, o programa foi homenageado no “Pacto Global da Rede Brasil”, em Nova York, durante a 73ª sessão da Assembleia Geral da ONU. O case do Prospera Santander Microfinanças foi apresentado como um dos 19 casos que contribuem para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

 Do ponto de vista do modelo de negócio, o Prospera tem sido um meio de viabilizar a estratégia de interiorização da operação do Santander. Com a abertura de mais de 60 filiais, o programa aumentou a presença do banco e criou mais de mil novos empregos diretos. Somente nesses dois últimos anos foram abertas 200 mil contas correntes. “Em menos de três anos aumentamos o lucro em mais de 500% e a rentabilidade do negócio atingiu a marca de 47%, bem acima dos 21% da operação total do banco no Brasil”, comemora Tiago.

Fonte: Inforex 

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